Querida professora de Yoga, tu não és demasiado espiritual para fazer marketing
- ana neto
- 19 de out. de 2021
- 3 min de leitura

Desde sempre achei que o Marketing não era para mim. Cada vez que pensava em vender algo a alguém, uma dor e náuseas surgiam na zona abdominal. Havia uma repulsa cuja origem eu não percebia bem mas que, após reflexão, percebi que vinha de uma crença de que todos os vendedores queriam enganar ou ludibriar os seus clientes.
Muito de nós temos crenças associadas a esta disciplina que não nos deixam tirar partido dela para levar a nossa mensagem ao mundo. Quando partilhei esta história com uma amiga minha e ela me explicava o quanto lhe custava dizer o preço do que vendia a quem perguntava, tratámos de fazer uma sessão informal em que ela descobriu que achava que não merecia aquele dinheiro - esta crença impedia-a de ver o real valor daquilo que oferecia e continua a oferecer aos clientes dela.
No entanto, precisamos fazer um reframe destas ideias, para vermos a real vantagem delas.
Se estás sempre a pensar que não tens dinheiro, que o que ganhaste este mês não chega para pagar as contas, como está a tua energia nas tuas aulas? A preocupação não te vai deixar ser criativa nem estar disponível para os outros por completo, parte de ti vai estar presa a pensamentos de falta.
A riqueza ou a falta de preocupação a nível económico permitem que sejas criativa, permitem que estejas lá para os teus alunos, que prepares as melhores aulas e que te entregues a eles, por inteiro.
É nisso que te deves focar: que sentimentos gera aquilo que eu crio na minha audiência?
Se acreditas que a tua aula ajuda alguém a dormir melhor, a ultrapassar a ansiedade ou simplesmente a ganhar mais força, foca-te nisso. Com as aulas que dás, estás a gerar valor para aquela pessoa.
Já ouvi esta analogia demasiadas vezes, mas vou ter que a repetir: se a pessoa que está à tua frente tem fome e tu tens uma sandes, o facto de não lha ofereceres faz de ti o quê? O facto de tu dares estas aulas que ajudam as tuas alunas a gerir o stress e não as publicitares, faz com que N pessoas que possam estar a precisar das tuas aulas neste momento, continuem a ter que lidar com o stress sem saber mais o que fazer.
O Marketing é isso, é eu dizer-te que tenho uma sandes. E o tipo de sandes que tenho também é marketing - tu podes preferir de pão escuro, sem alface, etc. mas deixemos isso para outro post.
E ultrapassa a crença de que és 'demasiado espiritual' para fazer marketing - isso também é uma âncora que arranjaste para mascarar alguma crença. Isto também é acerca de autenticidade: dizer às pessoas como é que tu as podes ajudar a suprimir as suas necessidades requer amor e dedicação de ti para com elas.
Ou seja, tu não comunicares aquilo que tens para oferecer é que acaba por não ser bom (nem para ti nem para quem precisa de ti).
Lembra-te:
Marketing é como qualquer outra competência que podes aprender e aprender é uma forma de auto-cuidado.
Marketing é dar o teu dom ao mundo, é uma forma de amor, conexão e generosidade. Não escondas o teu dom dos outros, dos que precisam dele.
Como te relacionas tu com o Marketing? Há alguma ideia que aches que seria útil para os outros leitores? Partilha-a nos comentários ;)
Segue-nos no Instagram



Comentários